Mídia social e mídia tradicional se retroalimentam. Engana-se quem pensa (e há muitos que pensam) que um vai matar o outro. Pelo contrário, ao que parece, cada vez mais um depende mais que o outro.
A mídia tradicional depende do twitter e do facebook para garantir maior tráfego e mais leitores. Ações e campanhas nas redes sociais precisam da mídia tradicional que, me parece, tem mais credibilidade que usuários de twitter e facebook.
Credibilidade é o ponto.
Falo isso depois de acompanhar um #fail de uma agência de publicidade daqui. Com o claro objetivo de gerar um viral, o Faceburg criou um factóide: dizia que estava sendo processo pelo Facebook.
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Postou a informação num blog, colocou um vídeo super bem produzido para isso e linkou a página da sanduicheria.
O #fail começa, primeiro, porque a empresa não divulgou nenhuma notificação oficial do Facebook, o texto no blog dizia que os usuários criaram um vídeo para protestar contra a suposta ação da empresa norte-americana.
Você clica play no vídeo e vê, claramente, que - apesar de bonito - essa superprodução dificilmente seria feita por um usuário comum.
Outro erro foi dizer que usuários criaram um grupo no facebook em solidariedade a empresa. Quando você entra no grupo, não vê um post sequer comentando essa suposta notícia de protesto.
A coisa ficou tão óbvia que era embuste de marketeiro que o pessoal chiou na página oficial da sanduícheria e nos comentários do blog, que publicou inicialmente a informação.
Usuário de internet é mais inteligente do que parece, fellows.
A ideia do boato afundou e prejudicou, ao final, a imagem da empresa. Parece que o Faceburg quer enganar o próprio consumidor.
Se quer criar um viral, a partir de uma notícia, você, primeiro, precisa plantar ela em algum veículo tradicional (muito marketeiro é profissional nisso) e esperar que ela se espalhe. Pode ser que dê certo, pode ser que não.
Mas fazer algo com uma mega cara de embuste, como foi feito, é que não pode.

